Perícia comprova que motorista de ônibus invadiu contramão em acidente com carretas em Formosa-Go, diz delegado

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Colisão matou nove pessoas, incluindo motorista e bebê. Laudo também apontou que um dos caminhões estava acima da velocidade permitida na via e que equipamento que media velocidade de ônibus não funcionava.

Laudo da perícia apontou que a invasão à pista contrária por parte do motorista de ônibus foi de fato a causa da batida entre o veículo e duas carretas em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, informou o delegado Jandson Bernardo da Silva. O acidente aconteceu em 15 de fevereiro e deixou nove mortos, incluindo o motorista e uma bebê.

Silva, que é o delegado responsável pelas investigações, afirmou na segunda-feira (26) que aguarda ainda o resultado laudo cadavérico. Este exame, feito com amostra de sangue colhida do motorista, pode ajudar a elucidar em que condições ocorreu à invasão à pista contrária – por exemplo, se o motorista estava sob efeito de álcool.

“O laudo da perícia confirmou que houve invasão à pista contrária”, disse.

“[Também foi constatado que o] Motorista do caminhão estava a 90 km/h [a velocidade permitida na via é 80 km/h]. Para mim, o que causou o acidente foi a invasão de pista, não a velocidade.”

Outra informação trazida pelo laudo foi de que o tacógrafo do ônibus não funcionava e, por isso, não mediu a velocidade do veículo na hora do acidente. A Guanabara disse que ainda não teve acesso ao documento.

“Essa semana eu pretendo ouvir o motorista da carreta que tombou. Ele está no Paraná. A fala dele pode ajudar a esclarecer melhor alguns pontos, mas não muda muito as coisas”, completou o delegado. “Quanto a isso de o motorista do ônibus ter dormido ao volante, talvez nunca cheguemos a saber.“

O acidente

A colisão ocorreu por volta das 6h30, no Km 45 da rodovia, entre os povoados de JK e Bezerra. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do ônibus – que partiu de Cajazeiras, na Paraíba, com destino a Goiânia – invadiu a contramão, causando a batida. A corporação disse não ser possível afirmar que ele tentasse uma ultrapassagem na hora da batida.

Com a batida, uma das carretas, carregada de adubo, perdeu o controle e colidiu no guard-rail. Após isso, ela bateu em uma segunda carreta, que estava descarregada, e tombou em seguida.

A Polícia Rodoviária Federal informou que o motorista deste terceiro veículo estava com um mandado de prisão em aberto por receptação e só possuía CNH na categoria AB (moto e carro), quando deveria ter a E.

Segundo a PRF, o trecho onde houve a colisão é de pista simples. A ultrapassagem no local é permitida apenas em um dos sentidos. Por conta da colisão, o local ficou interditado por mais de 10 horas. O congestionamento chegou a 4 km em cada sentido da via.

Vítimas

Nove pessoas morreram no acidente. Seis delas ainda no local, incluindo o motorista do ônibus, Édson Lopes Lima, e uma criança de apenas 1 ano e 4 meses. Outras três, que foram socorridas e levadas ao Instituto Hospital de Base, em Brasília, também não resistiram aos ferimentos.

Dos 43 passageiros, 23 foram levados com ferimentos leves para o Hospital Municipal de Formosa. Eles receberam atendimento e foram liberados. Outros 12 foram transportados para unidades da rede pública do DF, incluindo as que morreram no Base.

O que disse a empresa

Em nota, a empresa Expresso Guanabara, sediada em Fortaleza (CE) e responsável pela linha, informou que o ônibus saiu de Cajazeiras, na Paraíba, às 16h35 de terça-feira (13) e seguia para Goiânia.

O motorista tinha tido 20 horas de descanso antes de assumir o volante. A empresa enviou de imediato uma força-tarefa de Brasília para prestar a assistência necessária aos passageiros. A Guanabara informou que vai prestar toda assistência necessária às vítimas e que os familiares dos passageiros podem entrar em contato pelo telefone 0800-7281992.

Em nota, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmou que o ônibus é novo e “está em conformidade quanto aos requisitos legais”. Além disso, a Expresso Guanabara tem autorização da agência para operar na linha.

Fonte: G1

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