PM pede desculpa a criança ‘detida’ com arma de pressão no DF e faz convite para conhecer Bope

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Garoto vestia farda em hospital público; Corregedoria será acionada para apurar atitude de militar que deu voz de prisão, diz corporação. ‘Meu filho pegou trauma’, afirma mãe do garoto.

A Polícia Militar do Distrito Federal pediu desculpas nesta quarta-feira (31) ao menino de 10 anos que foi “detido” por portar uma arma de pressão em um hospital público, vestido de militar do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). A criança foi convidada para passar o dia todo visitando a corporação, com direito a conhecer o helicóptero e a cavalaria.

A situação ganhou repercussão após a abordagem de um policial militar que foi chamado ao hospital para averiguar a situação. Como o pai do garoto não aceitou guardar a arma e o teria xingado, o PM deu voz de prisão por desacato – chegando a algemar o homem em uma pilastra.

Ao G1, a Polícia Militar disse que a Corregedoria será acionada. “Caso fique verificado algum tipo de ilegalidade ou abuso na abordagem policial, será aberto procedimento”, disse a corporação.

A mãe da criança, Gláucia da Costa Silva, disse ao G1 que o policial puxou o braço do filho, mandando que entregasse a arma, inclusive ofendendo a criança e o marido dela. “Meu filho está morrendo de medo, nem quer mais vestir a farda. Pegou trauma.” Apesar disso, ela declarou que vai aceitar o convite da PM.

O que está errado?

Ao contrário das armas de brinquedo, não há proibição para uso e venda de armas de pressão, em especial aquelas de ar comprimido, airsoft e paintball. No entanto, a PM afirma que neste caso houve, sim, desrespeito às regras impostas pela legislação.

A lei diz que não se pode sair com armas do tipo sem a documentação necessária, que pode ser exigida em qualquer situação. Também é proibido conduzir a arma “ostensivamente” – ou seja, mantê-la à mostra. Segundo a mãe, a arma foi comprada “legalmente”, e o documento da aquisição está guardado.

A respeito da utilização da farda da PM, a corporação explica que não há nada de errado, desde que seja por crianças. Adultos são proibidos: o uso de uniforme, distintivo ou insígnia militar indevido prevê pena de até seis meses de detenção.

Relembre

O caso ocorreu nesta terça-feira (30), no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). A mãe da criança aguardava atendimento; pai e filho a acompanhavam.

Após a confusão, os militares levaram o pai para a 23ª Delegacia de Polícia (P Sul), e a criança, para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Todos foram liberados.

Fonte: G1

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