Polícia do Ceará identifica mais cinco suspeitos de participar da Chacina de Cajazeiras

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Três dos identificados seriam os mandantes e outros dois diretamente envolvidos no massacre. Uma sexta pessoa já está presa por envolvimento na chacina.

Outros cinco suspeitos de participar da chacina de Cajazeiras já foram identificados. Três deles seriam os mandantes e outros dois diretamente envolvidos no massacre ocorrido na madrugada deste sábado (27), no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza. O anúncio foi feito no início da tarde deste domingo (28) pelo governador Camilo Santana (PT), após reunião com representantes de diversas instituições como Polícia Federal, Ministério Publico, Defensoria Pública e Tribunal de Justiça.

“Nas próximas horas vamos anunciar quem são esses envolvidos. Logo que soube do ocorrido orientei aos órgãos de segurança uma apuração rigorosa para a identificação imediata dos responsáveis. Não aceitaremos de forma alguma que esse tipo barbárie fique impune”, disse.

Ainda no sábado a polícia prendeu uma pessoa suspeita de participar da chacina e apreendeu um fuzil. A polícia também apreendeu uma bomba de gás lacrimogêneo que estava no interior do clube onde ocorreu a chacina. O artefato explosivo foi desarmado e recolhido por uma equipe da Polícia Militar. A polícia não informou a quem pertencia a bomba.

Maior chacina do Ceará

A chacina dentro do clube de festa é considerada a maior do Ceará. Oito mulheres e seis homens foram assassinados por um grupo que invadiu a danceteria “Forró do Gago” por volta de 1h30 (horário de Brasília). Segundo um policial militar e moradores do bairro que conversaram com o G1, vários homens armados chegaram em três carros, invadiram o local e dispararam tiros.

Entre os 14 mortos, há um motorista de aplicativo, um vendedor de cachorro-quente e uma comerciante. Os corpos foram levados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e levados para a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel). Os nomes das vítimas não foram divulgados pela polícia.

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, disse que as investigações ainda estão em andamento e negou especulações de que as mortes tenham relação com disputas entre facções. Segundo ele, a chacina foi “um caso pontual” e o “estado não perdeu o controle [do combate ao crime]”.

Fonte: G1

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