Presidente do Banco Central vê risco de ‘bolha’ e ‘pirâmide’ nas moedas virtuais

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Em avaliação de fim de ano, o Ilan Goldfajn, comandante do Banco Central, disse que há o risco também destas moedas serem utilizadas para pagamento de atividades ilegais.

Ilan Goldfajn (Foto: GloboNews reprodução)

Ilan Goldfajn (Foto: GloboNews reprodução)

“Tem duas funcionalidades: comprar para vender para frente e se aproveitar da subida, se ocorrer, a típica bolha, típica pirâmide, que em algum momento vai deixar de subir e voltar. Não é algo que a gente deva dar suporte. Em algum momento, as moedas são usadas como instrumento de atividades ilícitas. Usar as moedas virtuais para aitividades ilícitas não isenta o crime, a pena e a punição”, acrescentou ele.

Segundo o comandante do BC, as moedas virtuais não têm lastro, não possuem bancos centrais que lhe confiram segurança, e não têm também regulação, o que eleva o seu risco. “Há o risco da bolha, da pirâmide, e das atividades ilegais”, declarou.

Questionado por jornalistas, que citaram o exemplo de pessoas que estão hipotecando suas casas nos Estados Unidos para comprar moedas virtuais, ele não recomendou tal operação. “Eu diria não hipoteque sua casa para comprar essa moedas”, concluiu.

No mês passado, a autoridade monetária divulgou comunicado no qual avaliou que, devido ao “crescente interesse” da sociedade e das instituições nas chamadas “moedas virtuais”, resolveu alertar que estes instrumentos não são emitidos e nem garantidos por qualquer autoridade monetária. E alertou para possíveis perdas.

“Por isso, não têm garantia de conversão para moedas soberanas, e tampouco são lastreadas em [garantidas por] ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores. Seu valor decorre exclusivamente da confiança conferida pelos indivíduos ao seu emissor”, acrescentou a instituição.

Infográfico: Como funciona o bitcoin (Foto: Igor Estrella/G1)
Fonte: G1

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